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CPS fortalece políticas institucionais de proteção às mulheres

Estratégia integra comunicação, tecnologia e formação continuada para ampliar prevenção e acesso à rede de apoio

7 de maio de 2026 7:59 am Bem-Estar

Foto: montagem Gemini

O Centro Paula Souza (CPS) inicia uma nova frente de comunicação voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher, com foco na ampliação do acesso à informação e aos canais oficiais de apoio. Como ação estratégica inicial, a instituição promoverá a divulgação do aplicativo SP Mulher Segura, vinculado ao programa SP Por Todas, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo voltada à proteção, à autonomia e à promoção dos direitos das mulheres.

O app reúne funcionalidades como o registro de boletins de ocorrência, o acionamento da Polícia Militar e o botão do pânico — recurso destinado a mulheres com medida protetiva vigente. A ferramenta também amplia o acesso a orientações e serviços oferecidos por instituições como a Defensoria Pública do Estado de São Paulo e o Ministério Público do Estado de São Paulo, incluindo informações sobre acolhimento, rede de apoio e unidades especializadas.

A iniciativa dialoga com a recente promulgação da Lei nº 15.398/2026, que instituiu o Programa Antes que Aconteça, política nacional voltada à prevenção da violência contra a mulher por meio da articulação entre segurança pública, justiça, saúde, educação e assistência social. Entre os eixos previstos pela legislação estão ações educativas e formativas no ambiente escolar, campanhas permanentes de conscientização, fortalecimento das redes de acolhimento e incentivo ao uso de soluções tecnológicas voltadas à proteção das mulheres. A norma também estabelece diretrizes para capacitação continuada, integração interinstitucional e produção de dados para monitoramento das políticas públicas, reforçando a importância de estratégias preventivas e multidisciplinares.

Nesse contexto, o CPS também fortalece suas políticas institucionais relacionadas ao enfrentamento da misoginia e de discursos associados à cultura Red Pill, movimento disseminado em redes sociais e frequentemente relacionado à propagação de conteúdos de aversão, desvalorização e hostilidade contra as mulheres, especialmente no âmbito das Etecs e Fatecs.

Paralelamente, a Divisão de Bem-Estar (DBE) do CPS desenvolve materiais educativos com enfoque jurídico, abordando temas como violência contra a mulher, direitos, prevenção e acesso à rede de apoio, com lançamento do boletim jurídico Proteção e Defesa da Mulher. A instituição também articula parcerias para a oferta de capacitações permanentes e campanhas institucionais, ampliando sua atuação de forma continuada.

Ao integrar informação qualificada, prevenção, formação e acesso a serviços, o CPS reforça seu compromisso com a promoção do bem-estar e da segurança de sua comunidade. A iniciativa evidencia uma atuação institucional contínua e articulada, alinhada às demandas contemporâneas de proteção, equidade e fortalecimento da cidadania.

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