Conteúdo amplia conscientização sobre hepatites virais, incentiva vacinação, testagem e diagnóstico precoce entre servidores do Centro Paula Souza




Ele pode crescer silenciosamente por anos, sem dar sinais claros – e, quando os sintomas finalmente aparecem, a doença frequentemente já está em estágio avançado. É por isso que falar sobre câncer de pulmão é tão urgente.
O 🤍Agosto Branco é uma campanha nacional, instituída pela Lei nº 15.207/2025, que tem o objetivo de ampliar a conscientização da população sobre os sintomas, o prognóstico, o tratamento e, principalmente, a prevenção e o diagnóstico precoce dessa doença.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 35.380 novos casos por ano no triênio 2026–2028 no Brasil – aproximadamente 18.730 em homens e 16.650 em mulheres. Em 2023, a doença foi responsável por 31.237 mortes no país, consolidando-se como uma das neoplasias mais letais.
O laço branco, símbolo da campanha, representa o compromisso com a prevenção, o combate ao tabagismo, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado.
O câncer de pulmão se desenvolve quando células anormais começam a crescer de forma descontrolada no tecido pulmonar, formando tumores que comprometem a função respiratória e podem se espalhar para outros órgãos. Quando não identificado precocemente, pode evoluir para:
O grande desafio está justamente no diagnóstico: cerca de 80% dos pacientes descobrem a doença no estágio 4, quando as chances de cura são significativamente menores. Apenas 16% dos cânceres de pulmão são identificados em fase inicial, fase em que a sobrevida em cinco anos sobe para 56%.
Por isso, conhecer os fatores de risco e ficar atento aos sinais do corpo são atitudes essenciais.

Como muitas pessoas não apresentam sintomas nas fases iniciais da infecção, a realização de testes preventivos torna-se fundamental para a detecção precoce.
O cigarro é, de longe, o principal fator de risco. De acordo com o INCA, cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão estão associados ao consumo de derivados de tabaco. O risco é cumulativo: quanto maior o tempo e a intensidade do consumo, maior a probabilidade de adoecer. Cigarros eletrônicos (vapes), narguilé, charutos e cachimbos também aumentam o risco e não são alternativas seguras.
Conviver em ambientes com fumantes eleva significativamente o risco de desenvolver câncer de pulmão, mesmo em quem nunca fumou.
A exposição prolongada a agentes carcinogênicos no trabalho — como amianto (asbesto), sílica, arsênico, cádmio, cromo, níquel, berílio, poeiras de madeira e fumaça de diesel — está associada a um número significativo de casos. A Organização Internacional do Trabalho estima que 17% a 29% dos casos de câncer de pulmão têm relação com exposição ocupacional.
No Centro Paula Souza, a prevenção da exposição ocupacional envolve a adoção de medidas de controle dos riscos ambientais e o uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) na atividade laboral em que o risco for identificado. O uso correto dos EPIs, aliado às orientações de segurança e às medidas de proteção coletiva, contribui para preservar a saúde dos servidores e reduzir a exposição a agentes nocivos. Para conhecer as orientações institucionais sobre EPIs no CPS, clique e acesse o ➡️ Guia de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e de Higiene da Divisão de Segurança e Medicina do Trabalho (DSMT).
A poluição do ar em grandes centros urbanos e a exposição ao gás radônio (presente em algumas regiões e construções) também são reconhecidos como fatores de risco.
Pessoas com parentes de primeiro grau diagnosticados com câncer de pulmão e indivíduos acima de 50 anos apresentam risco aumentado.
O câncer de pulmão costuma ser silencioso nas fases iniciais. Quando os sintomas aparecem, podem incluir:
Tosse persistente, que não melhora ou piora com o tempo;
Tosse com sangue, mesmo em pequena quantidade (chamada de hemoptise);
Rouquidão ou mudança persistente e contínua na voz;
Infecções respiratórias frequentes, como bronquites e pneumonias;
Falta de ar ou cansaço fácil em atividades simples;
Dor no peito, que piora ao respirar fundo, tossir ou rir;
Perda de peso e de apetite sem causa aparente;
Cansaço intenso sem explicação.
Esses sinais podem se confundir com outras doenças respiratórias. Por isso, fumantes, ex-fumantes e pessoas com fatores de risco devem procurar avaliação médica diante de qualquer sintoma persistente.
O diagnóstico precoce do câncer de pulmão é decisivo: detectar a doença em fase inicial pode triplicar as chances de sobrevida em cinco anos.
Quando há suspeita clínica, os principais exames utilizados são:
Rastreamento por tomografia de baixa dose (TCBD)
Se você fuma ou fumou bastante ao longo da vida e tem entre 50 e 80 anos, converse com seu médico sobre a tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD) — exame recomendado pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) para detectar a doença precocemente em pessoas de alto risco.
Estudos internacionais mostram que esse rastreamento pode reduzir em 20% a mortalidade pelo câncer de pulmão, chegando a 38% quando combinado com a cessação do tabagismo.
O inciso XII do artigo 473 e seu “caput” da CLT garantem que o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por até 3 (três) dias, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de realização de exames preventivos de câncer, devidamente comprovada.
No dia a dia das unidades do CPS, o cuidado com a saúde respiratória começa em pequenas atitudes — desde manter ambientes ventilados nos laboratórios e oficinas até apoiar colegas que querem parar de fumar. Veja como você pode se proteger e proteger quem está ao seu lado:
☑️ Mantenha hábitos saudáveis: alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e hidratação adequada;
☑️ Evite a exposição ao fumo passivo, mantendo ambientes livres de cigarro em casa, no trabalho e no carro;
☑️ Recuse cigarros eletrônicos, narguilé e outros derivados do tabaco — eles também causam câncer de pulmão;
☑️ Use equipamentos de proteção individual (EPIs) em ambientes com exposição a poeiras, gases, amianto e produtos químicos;
☑️ Procure atendimento médico diante de tosse persistente, falta de ar, dor no peito ou outros sintomas respiratórios que não melhoram;
☑️ Converse com seu médico sobre rastreamento por tomografia de baixa dose (TCBD) se você tem entre 50 e 80 anos e é fumante ou ex-fumante.
☑️ Não fume — e, se fuma, busque apoio gratuito no SUS para parar;
O Programa Nacional de Controle do Tabagismo, coordenado pelo INCA, está disponível em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país e oferece acompanhamento multidisciplinar gratuito, incluindo grupos de apoio, terapia comportamental e medicamentos para quem deseja parar de fumar.
Lembre-se: nunca é tarde para parar. Os benefícios começam em poucas horas após o último cigarro, e o risco de câncer de pulmão diminui progressivamente ao longo dos anos sem fumar.
O Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, reforça a mensagem central do Agosto Branco: o combate ao tabagismo é a principal estratégia para reduzir o impacto do câncer de pulmão no Brasil.
Como servidor do Centro Paula Souza, você tem um papel importante na multiplicação dessas informações. Cuidar da própria saúde, incentivar colegas e familiares a abandonarem o cigarro e estar atento aos sinais do corpo são atitudes que salvam vidas.
Neste 🤍Agosto Branco, que tal dar o primeiro passo? Agende sua consulta de rotina, procure a UBS mais próxima se quiser parar de fumar e leve essa conversa para o cafezinho com os colegas da sua unidade. Pequenos gestos, multiplicados pela comunidade CPS, salvam vidas.
🫁 Cada respiração importa – e cuidar dos pulmões é também cuidar de quem caminha ao seu lado.
Respire saúde. Cuide dos seus pulmões. Passe essa informação adiante. 🤍
Referências
BRASIL. Lei nº 15.207, de 12 de setembro de 2025. Institui a campanha Agosto Branco, destinada a conscientizar a população sobre o câncer de pulmão. Brasília, DF: Presidência da República, 2025. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/lei/l15207.htm. Acesso em: 24 jun. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Câncer de pulmão. Rio de Janeiro: INCA, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pulmao. Acesso em: 24 jun. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Detecção precoce do câncer. Rio de Janeiro: INCA, 2021. Disponível em: https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/deteccao-precoce-do-cancer. Acesso em: 24 jun. 2026.
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2026. 168 p. Disponível em: https://ninho.inca.gov.br/jspui/bitstream/123456789/17914/1/Estima2026_completo%20%281%29.pdf. Acesso em: 24 jun. 2026.
INSTITUTO ONCOGUIA. Fatores de risco para câncer de pulmão. São Paulo: Oncoguia, 2025. Disponível em: https://www.oncoguia.org.br/conteudo/fatores-de-risco-do-cancer-de-pulmao/10177/1070/. Acesso em: 24 jun. 2026.
PEREIRA, L. F. F. et al. Lung cancer screening in Brazil: recommendations from the Brazilian Society of Thoracic Surgery, Brazilian Thoracic Association, and Brazilian College of Radiology and Diagnostic Imaging [Recomendações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem para o rastreamento do câncer de pulmão no Brasil]. Jornal Brasileiro de Pneumologia, São Paulo, v. 50, n. 1, e20230233, 2024. DOI: 10.36416/1806-3756/e20230233. Disponível em: https://jbp.org.br/details/3930/en-US/recomendacoes-da-sociedade-brasileira-de-cirurgia-toracica–sociedade-brasileira-de-pneumologia-e-tisiologia-e-colegio-brasileiro-de-radiologia-e-diag. Acesso em: 24 jun. 2026.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA ONCOLÓGICA. Agosto Branco e a prevenção do câncer de pulmão. São Paulo: SBCO, 2025. Disponível em: https://sbco.org.br/agosto-branco-e-a-prevencao-do-cancer-de-pulmao/. Acesso em: 24 jun. 2026.
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